KLEOMAN FONTENELE -  40 anos de ARTE no Ceará - Brasil

Um dos trabalhos do cearense Kleoman Fontenele : artes plásticas e engajamento social O artista plástico cearense Kleoman Fontenele ganhou o “Oscar de Projeção Nacional”, em São Paulo.

Artista plástico cuja matéria prima é a denúncia social. De olhar atento, capta os flagrantes do dia-a-dia, refletindo-os em suas telas. Assim são suas obras: “Ratos do Planalto”, “Assalto a luz do dia”, “

E foi por causa delas, pelo conjunto da obra, que o cearense Kleoman Fontenele ganhou o “Oscar de Projeção Nacional”, em São Paulo. “Olha, foi o maior presente de reconhecimento do que a gente faz com tanto amor pela arte”, declara.Movimento dos Sem-Terra”, entre outras

Da sua produção, Kleoman destaca que não há obra que goste mais do que a outra em particular.

Todas elas têm a sua importância, já que foram concebidas em momentos tão diferentes, revela.

Entretanto, salienta que, em 2001, existiu uma que o marcou profundamente: “Demografia Brasileira”, no I° Salão Fórum de Arte, ganhando como prêmio uma viagem para o exterior.

O seu envolvimento com a arte plástica começou quando tinha 14 anos, início da década de 60, na cidade de Russas, através da professora de desenho Ione Holanda que o incentivou.

De lá para cá, nunca mais parou. Na polêmica da arte pela arte, ele avalia que o artista contemporâneo tem que ser eclético, devendo estar engajado com os problemas sociais e políticos do meio em que vive, denunciando-os através da arte.

Sua técnica de criação começa com uma simples idéia.

Ao tê-la, rabisca imediatamente em qualquer papel.

Depois, transporta para a tela. Em vez da tinta a óleo, usa a acrílica para dar forma a obra de arte. Tratando-se de influências,

Kleoman afirma que teve várias, mas salienta que a maior está no pintor baiano Sante Scaldaferri, onde compartilha da mesma linha de trabalho. Nos dias de hoje, Kleoman avalia que a arte plástica está bem representada pela nova geração.

A dificuldade, explica o artista, está no pouco incentivo estrutural que o poder público dá ao setor. “Falta também uma maior abrangência do ensino superior para com a arte plástica”, acrescenta.

Para este ano, em termos de exposição, Kleoman afirma que, por enquanto, não há nada agendado. Entretanto, está nos seus planos fazer a sua 10° exposição individual, igual a que fez na última, na Assembléia Legislativa.

Trabalhando doze horas no ateliê, a única certeza, confessa, é que sua produção continuará no mesmo ritmo. “A minha inspiração vem dos problemas sociais, na forma de denuncismo.

E, no Brasil, isso não é difícil de achar”, revela sorrindo. Atualmente, faz parte do Beira-mar Art, grupo de artistas credenciados pela prefeitura que expõe seus quadros na orla marítima

                                                                                 

  
  

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